Saudação ao Sol

O Canguru-vermelho é o maior de todos os cangurus existentes na face da terra e vive por quase toda a Austrália. As suas patas traseiras são longas e muito fortes, o que possibilita saltos de até nove metrôs de distância por quase dois metrôs de altura e corridas de até 56 km por hora.

Ele é um marsupial, mamífero que tem uma bolsa na frente da barriga para carregar filhotes por até seis meses após o nascimento. Quando chega o momento de ensinar os primeiros passos aos pequenininhos, a mãe canguru começa, logo no despertar da manhã, com a saudação ao Sol.

Essa saudação é conhecida como Rishikesh Surya Namaskar, uma série de posturas (vinyasana) para esquentar, fortalecer e alongar todo o corpo. Dessa forma, os cangurus ganham força na base corporal, energia e disposição para grandes saltos durante o dia.

Saudação a Lua

Lobos adoram a Lua e em dias de lua cheia, nas florestas onde eles habitam, podemos ouvir seus longos uivos inspirados pelo astro todo iluminado. São bichos brincalhões e vivem sozinhos ou em matilhas.

O Lobo-polar, Lobo-do-Ártico ou Lobo-branco é um lobo menor que o de outras espécies, vive ao norte do nosso planeta, entre o Canadá e a Groelândia. Os seus pelos brancos e cinzentos servem como camuflagem para ele se esconder nas florestas cheias de neve. É mais parecido com os cães, se alimenta de pequenos roedores quando caça sozinho e animais maiores quando caça em grupo.

A série da Lua é uma série muito divertida. Você pode uivar, rugir e se aquietar sob a luz da lua envolto pelo silêncio da floresta. Ela vai alongar seu corpo e prepará-lo para longos passeios pela floresta branca. Quer uma dica? Solte o lobo(a) que está preso dentro de você!

Saudação Védica ao Sol

Considerado por Darwin o mamífero mais colorido da face da terra, o Mandril realmente parece que se enfeitou para uma festa à fantasia. É multicolorido no rosto e no traseiro, o que faz ele ser seguido em fila por uma grande horda de lindos primatas durante suas peregrinações pelas florestas e savanas da África Central. Ele se alimenta de frutos, folhas, às vezes de sapos e também antílopes.

Com sua longa barbicha parecendo um sábio, o Mandril nos mostra a Saudação Védica ao Sol, uma das primeiras séries inventadas pelos Yogis. Para esse exercício é importante respirar de forma profunda e calma. Coloque uma música suave e tente visualizar o ar entrando e saindo dos seus pulmões, se quiser crie uma cor para ele (o ar), a cada respiração você ficará mais tranquilo, energizado e feliz.

Na cultura védica, precursora da cultura hindu, o Sol é adorado como a força sustentadora do Universo, é reverenciado como o calor, a energia e a luz que continuamente provê todos os seres vivos. Na visão védica, a saudação ao Sol é a saudação à Ishvara, o Todo, na forma do Sol e das suas funções.

Saudação a Terra

O Tatu-Canastra não conhece fronteiras. E fronteiras, principalmente terrestres, são ilusões da mente humana concretizadas em linhas desenhadas no mapa. Mas o Tatu-Canastra não sabe disso, ele anda livre e atravessa paisagens de quase toda a América Latina ao seu bel prazer.

Este tatu é o maior de todos os tatus existentes no planeta, vive pelas florestas tropicais e serrados do Brasil e da América do Sul, se alimentando de formigas e outros vermes.

Nesta variante de saudação à Terra, no sânscrito Prithvi Namaskar, praticamos a inspiração e ação do Tatu-Canastra para viajarmos por toda a Terra, cavando buracos para passar a noite, sem nos determos nos limites que são, na verdade, uma ilusão.

Saudação ao Oceano

O Dragão-marinho-folheado é um mestre da camuflagem, vive nas costas da Austrália, mede de 5 a 10 centímetros e se alimenta de pequenos camarões e caranguejos. Parente do cavalo-marinho, muito apreciado como banquete por vários predadores, o Dragão-marinho-folheado se torna invisível para sobreviver e se esconde no meio das folhagens submarinas com suas nadadeiras que mais parecem algas marinhas.

A saudação ao oceano, Samudra Namaskar, imita o movimento das ondas do mar quando batem na areia da praia, o ir e vir das correntes dos oceanos e de seus habitantes flutuantes. Deixe-se levar por esse movimento ao rolar várias vezes sem esforço no chão, como se fizesse uma meditação em movimento, massageando suas costas e tendo consciência dessa lei cíclica da natureza do ir e vir, do cheio e do vazio.

Série do Guerreiro

O Carcará é um parente próximo do Gavião. No Brasil, ele é símbolo da sobrevivência em regiões de seca que surgiram com o desmatamento causado pelo homem. O Carcará pode voar alto, plainar pelos céus, mas ele também se locomove sem problemas no chão por conta das suas pernas fortes, adaptáveis ao solo e das suas longas asas.

Encontrado em quase todo o país e América do Sul, se alimenta de frutas, insetos, répteis, mamíferos e carniça, assim como os Urubus. Ele é um guerreiro da sobrevivência e o chamam de oportunista, não por prejudicar os outros a seu favor, mas por saber aproveitar as oportunidades que a vida oferece.

A série do Guerreiro é de difícil execução, exige dedicação e perseverança, equilíbrio e força, mas nos dá a disposição e determinação dos grandes heróis para voar alto, nos deixar levar pelo vento algumas vezes, sem nunca esquecer o que buscamos, observando tudo com paciência para quando chegar a hora certa de agir, focar nosso objetivo e ir certeiro na direção.

Essa série foi criada por Krischnamacharya, o pai do Yoga moderno, um guerreiro da paz e do amor que nos ensinou como o trabalho em nosso corpo influencia e transforma nossas emoções e nossos atos.